Ao envelhecermos… – Italo Svevo

Meus dias acabaram por ser um rosário de cigarros e propósitos de não voltar a fumar, e, para ser franco, de tempos em tempos são ainda assim. A ciranda do último cigarro começou aos vinte anos e ainda hoje está a girar. Minha resoluções são agora menos drásticas e, à medida que envelheço, torno-me mais indulgente para com minhas fraquezas. Ao envelhecermos, sorrimos da vida e de todo o seu conteúdo.

Italo Svevo em A consciência de Zeno.