Estudos sobre o Exibicionismo

. Ainda que os pesquisadores da psicologia atual se esquivem do uso mais tendencioso da terminologia, como “bom caráter”, sabemos que a maioria dos exibicionistas teve uma infância muito difícil, quase sempre cheia de problemas psiquiátricos comprováveis.

. Krafft-Ebing (psiquiatra e sexólogo austríaco) percebeu a existência de uma ligação entre o exibicionismo e outros estados clínicos, como o alcoolismo, a paresia e a demência senil, além de fotteurismo e do travetismo.

. Os critérios diagnósticos vigentes do exibicionismo, conforme a especificação do DSM-IV, requerem que o paciente tenha tido comportamentos ou fantasias repetidos, intensos e excitantes sexualmente com exibição genital para um desconhecido desprevenido. Os comportamentos ou as fantasiais precisam se manifestar por no mínimo seis meses para que seja cabível um diagnóstico psiquiátrico. Além do mais, os comportamentos, as fantasias ou os impulso devem provocar uma privação ou incapacitação significativas, do ponto de vista clínico, na atuação social ou profissional do indivíduo e em outras esferas da vida”.

. (…) o exibicionismo genital masculino totaliza cerca de um terço de todos os crimes sexuais cometidos (…).

. Os homens que mostram o pênis em locais públicos geralmente o fazem diante de mulheres em grande parte moças e garotas na puberdade – que eles nunca viram. Os ofensores, majoritariamente entre 25 e 35 anos de idade, exibem o pênis de dois modos. Um subgrupo de exibicionista, chamado tipo 1, desabotoa as calças para exibir o pênis plácido. Esses exibicionistas costumam sentir algum remorso. Porém, os praticantes do outro subgrupo, denominado tipo II, mostram um pênis ereto e quase sempre se masturba, durante a exibição, a fim de manter a ereção. Alguns desses exibicionistas mais graves sentem um prazer visível e pouca culpa consciente.

Brett Kahr em Conceitos da Psicanálise – Exibicionismo.