Quanto mais ele contempla, menos vive…

A alienação do espectador em proveito do objeto contemplado (que é o resultado da sua própria atividade insconciente) exprime-se assim: quanto mais ele contempla, menos vive; quanto mais aceita reconhecer-se nas imagens dominantes da necessidade, menos ele compreende a sua própria existência e o seu próprio desejo. A exterioridade do espetáculo em relação ao homem que age aparece nisto, os próprios gestos já não são seus, mas de um outro que lhos apresenta. Eis poruqe o espectadpr não se sente em casa em nenhum lado, porque o espetáculo está em toda a parte.

Debord Guy em “A sociedade do espetáculo”.